O CENTRO DE ESTUDOS BRASILEIROS de Barcelona foi fundado em 1963, funcionando então na Biblioteca da sede do Consulado-Geral do Brasil, na Calle Junqueras, com uma só atividade: o ensino de português.

Em 1974, o CEB passou a ocupar sua sede atual, na Casa Amatller , um espaço privilegiado quer pela representativdade do prédio no Modernismo catalão, quer pela sua localização na mais rica e conhecida avenida de Barcelona, o Paseo de Gracia. Desde então, ampliou suas atividades, e passou a atuar como um centro de informações culturais do Brasil, sobretudo com a ampliação de sua biblioteca, atualmente uma "mediateca" que conta com mais de 4 mil livros, centenas de CDs de música brasileira, dezenas de CD-Roms, uma videoteca com mais de 800 títulos brasileiros (no sistema PAL), revistas, arquivos de artigos sobre temas do Brasil. Os cursos regulares de língua portuguesa e cultura do Brasil , organizados em seis níveis e ministrados por professores brasileiros, são aplicados em dois períodos anuais (de setembro a janeiro e de fevereiro a junho).

No verão, são oferecidos cursos intensivos de língua portuguesa.

Desde 2001, os alunos (ou não alunos do CEB) que desejam obter um certificado oficial de proficiência em língua portuguesa podem submeter-se ao correspondente exame. Até 2003, os exames eram aplicados pela Universidade de São Paulo - Faculdade de Filosofia e Letras e Ciências Humanas, dentro do Convênio com a Casa do Brasil / Universidade Complutense de Madri. A partir de 2004, o CEBBCN é centro aplicador do CELPE-Bras (do Ministério da Educação do Brasil).

O CEB de Barcelona, como os outros CEBs, também promove, com o Setor Cultural do Consulado-Geral do Brasil, atividades culturais várias: edição de livros, conferências, espetáculos musicais, sessões de vídeo, exposições, etc. Em 2000, foi editada uma tradução de O ALIENISTA, de Machado de Assis, feita por alunos de Literatura Brasileira da Universidade de Barcelona. O livro é para distribuição gratuita. Entre as atividades para lembrar os 500 anos do Brasil, houve um programa que incluiu conferências, cinema, um "karaokezão" em praça pública, e uma exposição do pintor brasileiro Pierre Chalita sobre temas da História do Brasil. Esta foi a primeira mostra de pintura realizada na Casa Amatller, cujo espaço térreo foi recuperado para ser um dos pontos nobres de exposições de Barcelona. Constou de 12 telas de 2 x 3m, e, realizada entre 22 de dezembro de 2000 e 7 de janeiro de 2001, teve milhares de visitantes.